domingo, 24 de junho de 2012

"Não solta da minha mão..."


Eu e Deus? Estávamos meio que de mal um com o outro. Enquanto eu me perguntava sobre todas as razões do mundo, ele devia estar tentando entender o por que da histeria.
A gente esquece que a gente pode esquecer que Deus nunca se esquece. 
Nossas perguntas estúpidas, considerações incabíveis ou atitudes desnecessárias nos obrigam a querer esquecer de Deus... Fica mais fácil surtar ignorando essa presença...

Outro dia me disseram que a nossa vida não é nossa... Que a gente a administra temporariamente pra depois mostrar o resultado final pro seu verdadeiro dono, e é por isso que devemos vivê-la de maneira saudável e feliz, pra que no somatório final os prós contem mais do que os contras. Mas será? É de se concordar que no grande fim o saldo positivo vença, mas quanto ao domínio da nossa vida... Não faz mais sentido pensar que somos administradores e temos um ótimo auxiliador e que no final das contas vamos analisar como progredimos juntos? Eu sou sim, dona da minha vida. Mas sou também do tipo que não dá conta sozinha... Do tipo que precisa de opiniões e algumas mãos pra se apoiar. Mas também do tipo que encontra uma mão dentro de si, mesmo que pra isso tenha sido necessário usar outro par de mãos. 
É... O que vai prevalecer no fim das contas é não ter feito tudo sozinho... E ter feito as pazes com quem merece, e bom, reconhecer quando esqueceu propositalmente daquela mãozinha interior e não soube se virar. Acontece. Acontece também de fortalecer isso e desvendar meios maiores pra usufruir de todos os apoios e todas as possibilidades.
Hora ou outra, são as nossas mãos que apoiam as demais, né? E elas devem de estar entrelaçadas com aquela outra, um pouquinho maior.

sábado, 23 de junho de 2012

"É pela memória que homens adquirem experiência, porque as inúmeras lembranças da mesma coisa produzem finalmente o efeito de uma experiência única." (Aristóteles)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

"Cada dia a mais é um a menos"


A gente finge o tempo todo. Finge que nada aconteceu, que tudo está sereno e que problemas inexistem. Ou fingimos que a dor está mais forte, que a fome é maior que o mundo ou que o sono não pode esperar. A gente finge fingir. A gente tenta não fingir. A gente se engana e acha que vai conseguir fingir pra todo mundo e deixar passar despercebido. A gente esquece que o nosso olhar e as nossas expressões falam por nós quando perdemos um pouquinho o controle. A gente nunca    se lembra que talvez, não sejamos fortes o bastante pra fingir. Ou que então, seria mais fácil se simplesmente nos deixássemos sentir e falar e expressar e se fazer entender, do jeito que é.
Gastar o tempo pensando em estratégias pra não se fazer perceber nos impede de ter a sutileza de olhar pro lado e desvendar o fingimento do outro.
É difícil ser sincero o tempo todo. Mas pode ser mais difícil ainda conseguir guardar pra si o que está lá no fundo e você precisa colocar pra fora. As vezes isso até parece um falso fingimento, que quer forçar alguma coisa, quando na verdade seria só um desabafo... Um momento pra acreditar que os fingimentos não tem tamanho porque os problemas podem ser minimizados, e enganar requer tempo, dedicação e egoísmo. 
Talvez fingir seja só mais um verbo usado pra tentar tapar o sol com a peneira ou colocar panos quentes... Cada um lida do jeito que consegue. O que a gente pede é coragem. E disposição.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

dia vinte


Sabe aquelas ironias da vida, que dão um nó na gente e acabam chegando a um fim que hora ou outra chegaria? Alguns chamam de destino, outros coincidência ou até sorte... Mas no final das contas é mesmo uma felicidade! Um motivo a mais pra sorrir, uma razão a menos pra entristecer, um porque a mais pra agradecer e um refúgio sem tamanho. 
Parando pra pensar a gente acaba se perguntando como conseguiu viver sem ou como não aconteceu antes. Mas ah! As coisas são porque são mesmo, ou porque deveriam ser e questionar só piora.
Essa poderia ser uma bela introdução pra uma história de amor já cheia de rugas. Mas é um tanto quanto maior... É a história de uma amizade um pouco mais do que recém-nascida e cheia de caso pra contar.



Nascer na mesma cidade não foi suficiente pra nos tornar melhores amigos... Serviu apenas pra nos cruzarmos vez ou outra pelo Calçadão ou entre a Independência e a Rio Branco...vai saber. O mais incrível foi termos nos conhecido através dos melhores amigos do mundo, e dentro de uma Companhia sensacional. De repente os meus melhores amigos eram seus, e nós, um do outro. 
A gente conta nos dedos quantas vezes nos vimos. E sabemos cada detalhe... Até porque, isso é só um detalhe pro tamanho do que a gente construiu... Pro tamanho de uma parceria mais do que promissora, e pilar pra nós dois. 15 anos nos separaram, e durante eles a gente foi virando gente, e gente inaciana... E hoje a gente é gente juntos... E a gente se melhora, e a gente se convence, se completa, se entende. 
A gente sabe que eu não vou voltar pra Juiz de Fora, e faço campanha pra você mudar pro Rio! Mas essa distância, esse mero detalhe, nunca se passou de uma observação na nossa amizade, que cresceu galopantemente apesar de tudo e mais um pouco em mais ou menos um ano. 
Se passa por admiração, carinho e confidência. Coragem pra contar e pra perguntar, medo de ouvir o que não quer por saber que a sinceridade prevalece... Mas mesmo o conselho sendo bom ou ruim, a bronca sendo pequena ou grande, a saudade sendo enorme ou gigante... Saber que um tá ali pro outro, já é um aconchego, dos grandes.
O que estou tentando explicar é como essa amizade foi motivadora, fiel, essencial e transformadora. Não dá nem pra falar que existe o medo de perdê-la porque a certeza de que vai prevalecer é bem maior. 
Sem contar esse amor de amigo/irmão, que cresceu dentro e fora da Província, fazendo com que a gente fosse cada dia mais importante um pro outro... 
Pode isso tudo ser apenas sorte, coincidência ou destino? É mais...porque é maior.
Então, o mínimo que eu tenho a desejar pra alguém que entrou de forma tão cativante e encharcada na minha vida, tomando posições de grande referência no ranking e sendo ainda por cima uma pessoa maravilhosa, é tudo de maior que o mundo pode oferecer, é tudo de mais bonito que esse mundo, que fica pequeno perto desse coração, pode dar... E isso era tudo que eu queria te falar: que você merece.
Ficarei aqui, tirando onda de carioca, e torcendo pra que por mais que eu não esteja por perto, que tenha sempre um sorriso no seu rosto e uma felicidade tremenda. Porque é isso que eu faço e sinto quando penso em você, na nossa amizade, e na sorte, coincidência ou sei lá o que que eu tive por poder te conhecer. Obrigada por entrar na minha vida. Amo você, feliz aniversário, Rubinho!

terça-feira, 12 de junho de 2012

pseudo tripla comemoração


"Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que? (...)
Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranquila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de uma dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. (...)
Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responde às minhas próprias perguntas. Eu tenho que ser serena para me aplacar minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto. (...)
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo. (...)
Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? (...)
Não era amor, era melhor." (Martha Medeiros)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Perceba!


A arte de ser todas em um dia só
Se permitir estressar, se perdoar por manter o atoa, alimentar o sedentarismo e fazer do chocolate uma necessidade. Se deixar irritar, distribuir sapos e começar a chorar logo em seguida. Entender o porque de sair abraçando e sentindo saudade de todo mundo. Descobrir o porque de tanta dor na cabeça e nas pernas.
É um auto diagnóstico irreversível. E quem tentar contrariar...bom.
Entendam, e aproveitem as outras 2 ou 3 semanas do mês em que a bandeira branca costuma estar de pé.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"...eu mudei, e tudo continuou igual, mas igual de um jeito que nunca foi transparente pra mim, então é porque era diferente." (Juliana Henriques)