Eu e Deus? Estávamos meio que de mal um com o outro. Enquanto eu me perguntava sobre todas as razões do mundo, ele devia estar tentando entender o por que da histeria.
A gente esquece que a gente pode esquecer que Deus nunca se esquece.
Nossas perguntas estúpidas, considerações incabíveis ou atitudes desnecessárias nos obrigam a querer esquecer de Deus... Fica mais fácil surtar ignorando essa presença...
Outro dia me disseram que a nossa vida não é nossa... Que a gente a administra temporariamente pra depois mostrar o resultado final pro seu verdadeiro dono, e é por isso que devemos vivê-la de maneira saudável e feliz, pra que no somatório final os prós contem mais do que os contras. Mas será? É de se concordar que no grande fim o saldo positivo vença, mas quanto ao domínio da nossa vida... Não faz mais sentido pensar que somos administradores e temos um ótimo auxiliador e que no final das contas vamos analisar como progredimos juntos? Eu sou sim, dona da minha vida. Mas sou também do tipo que não dá conta sozinha... Do tipo que precisa de opiniões e algumas mãos pra se apoiar. Mas também do tipo que encontra uma mão dentro de si, mesmo que pra isso tenha sido necessário usar outro par de mãos.
É... O que vai prevalecer no fim das contas é não ter feito tudo sozinho... E ter feito as pazes com quem merece, e bom, reconhecer quando esqueceu propositalmente daquela mãozinha interior e não soube se virar. Acontece. Acontece também de fortalecer isso e desvendar meios maiores pra usufruir de todos os apoios e todas as possibilidades.
Hora ou outra, são as nossas mãos que apoiam as demais, né? E elas devem de estar entrelaçadas com aquela outra, um pouquinho maior.

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