domingo, 30 de setembro de 2012










"Quer enlouquecer alguém? Afaste-se da pessoa sem nunca dizer o que ela fez de errado." (Carpinejar)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

"E chega. Ponto. Eu não sei. Mas em algum lugar a gente errou. E errou feio. Eu quis mudar, você quis se ajeitar, mas não foi o bastante. Não fez durar. Eu não sei qual é a sua, eu não entendo você. E acho que nem faço mais questão de entender. Quer dizer, eu sei que vou embora. E eu sei que você vai acabar voltando. Porque eu vou na intenção de voltar, você me deixa ir na intenção de que eu volte. Eu bato o pé, digo que não volto, faço até promessa. Mas eu volto, nem que seja só pra ir embora de novo. Em algum momento eu tenho que voltar, tenho que me arrepender. Eu tô indo mesmo sabendo que vou voltar. Porque a verdade é que é complicado demais apertar sempre a mesma tecla. É complicado demais te prometer que vou tentar não deixar você voltar. Mas é tão difícil ficar longe. Digo, você tem aquela sua mania insuportável de sempre me fazer querer ir. Só que eu acho que teus erros me prendem em você. (...) Porque eu canso, sempre canso. E eu sei que você também. Mas é mais ou menos tipo, juntos não dá certo e separados é pior ainda. (...)"  (rOBIN AND sTUBB)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"eu não te amo mais"








"O abandono é isso. É a pior maneira de dizer, a mais baixa, a mais fraca. Mas foi como conseguiu dizer. Deixar o outro na mão, não se importar com o sofrimento do outro, não acalmar a dor do outro, é tortamente dizer tudo." (Carpinejar)
"...nega o destino, apresentado por alguns como o senhor de tudo, já que as coisas acontecem ou por necessidade, ou por acaso, ou por vontade nossa; e que a necessidade é incoercível, o acaso, instável, enquanto nossa vontade é livre... O mito pelo menos nos oferece a esperança do perdão dos deuses através das homenagens que lhes prestamos, ao passo que o destino é uma necessidade inexorável." (Epicuro)
"Aquilo que não nos perturba quando presente não deveria afligir-nos enquanto está sendo esperado." (Epicuro)

sábado, 8 de setembro de 2012













"Não fique engasgado de saudade. Saudade é a alegria da dependência. Cura o egoísmo. Recupera a importância do outro." (Carpinejar)

domingo, 2 de setembro de 2012

Nunca (A Banda Mais Bonita da Cidade)

Nunca, diga não pra mim
Eu não vou poder trabalhar, conversar, descansar sem o teu sim
Seja sempre assim
Por favor me dê um sinal
Um cartão postal, um aval dizendo assim
'Não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim
Entre o não e o sim, só me deixe quando
o lado bom for menor do que o ruim'
Nunca se esconda assim
Eu não vou saber te falar, te explicar que
Eu também me assusto muito
Você nunca vê que eu sou só um menino destes tais
Que pensam demais
Logo mais, vou correr atrás de ti.
'Não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim
Entre o não e o sim, só me deixe quando
O lado bom for menor do que o ruim'

quinta-feira, 30 de agosto de 2012


"Enfim, eu sinto a sua falta. Você me faz falta. Não é nada demais, só deu saudade agora, só da saudade o tempo todo, o dia inteiro. Mas faz de conta que eu não disse nada. Deixa de fazer de conta, porque da boca pra fora dói menos - mesmo que ainda doa. Mesmo que a distância nunca pare de doer." (Desconhecido)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"...é big, é big...!"


Hmmm... Os salgadinhos já estão no forno e os refrigerantes no freezer. O interfone toca, e a ansiedade chama lá no corredor. Escuta-se o barulho dos presentes batendo pelas escadas, e os cabelos esvoaçantes correndo pra chegar logo ao terceiro andar.
O ônibus faz barulho lá embaixo... É sinal de mais pacotes e pijamas pra passar a noite. Os pais e mães buzinam gritando por juízo... A luz da varandinha não apaga... O sofá vai enchendo, as bandejas esvaziando... A cama lota de embrulhos e o brilho nos olhos se confunde com o das estrelas. O gostinho de passar a noite com os amigos... A noite do pijama está só começando!

Toda a vizinhança escuta os assovios e bate palma junto... É parabéns vindo da janela do outro lado e da rua lá embaixo! É o telefone que toca e o celular que vibra! O momento mais esperado do ano!
Os brigadeiros ficam esquecidos em cima da geladeira e viram café da manhã junto com a batida de Nescau inesquecível. Os bigodinhos matinais depois de toda a farra das crianças juntas e misturadas na sala que virou quarto.
E a hora de dar tchau é um sacrilégio! Ficaram os restinhos de doce, os pedaços de bolo na geladeira, a bagunça generalizada, os colchões desarrumados e as redes em inércia.

“Agora só ano que vem!”







Ahhhh... Foi-se o tempo em que aniversários eram uma euforia! Um verdadeiro evento!
Era uma vez aquela ansiedade toda, o orgulho de ser o aniversariante do dia, a expectativa da festa e dos presentes.
Hoje? Hoje a gente comemora por ouvir aquelas vozes de antigamente... Dormir sonhando com as noites em claro que passamos desgrudando chiclete e amoeba do cabelo! E dos passeios de bicicleta do dia seguinte...
A idade é pouca, mas as lembranças são muitas, e as histórias também! Fica a saudade de uma época de menores erros, maiores abraços, muitos presentes, cigarretes da tia Vilma e bolos da Brasil! Que as fotos não se percam e a memória não decomponha. Que o ar rarefeito e a buzina lá embaixo continuem transmitindo o afago no peito de quem entende o quanto é especial só de ouvir as sandalinhas correndo pelos corredores. Que não se mudem os nomes das bonecas e que o tempo e a lucidez não estraguem o encanto que bordou os dias mais esperados e bem comemorados dos tempos juizforanos.

Apaguem as luzes, porque é hora de cantar parabéns!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

"O silêncio é mais mentiroso do que as palavras." (Carpinejar)














"É tipo aprender a andar de bicicleta e ter que colocar as rodinhas depois." (Esteban Tavares)



quinta-feira, 16 de agosto de 2012


"Não, o tempo nao destrói tudo. O tempo só destrói as coisas frágeis, desossa as fraquezas e consome a carne. O tempo muda todas as coisas porque nada estagnado pode durar muito. Mas pode durar um pouco. Tudo pode durar um pouco. Ninguém precisa viver descrente porque sabe do fim. Todo mundo sabe do fim, o tempo todo ele está lá, desde o primeiro segundo. Mas entre o começo e o fim dá pra ter vidas e vidas, milhares delas e fragmentos de outras milhares de coisinhas dentro de outras milhares de coisinhas ad infinitum ad eternum. E viu, as coisas frágeis, mesmo elas podem durar. A gente que escolhe se vai pisotear e jogar pela janela ou cuidar direitinho, cuidar até que seja a hora da coisa frágil morrer. Não há sentido em destruir as coisas frágeis - já que o tempo mesmo vai se encarregar delas, não é? Eu acho. Eu acho isso aí. Cuida. Cuida senão murcha, morre e nem o tempo destrói a memória destruída. Cuida. Antes que." (Clarah Averbuck)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A gente tenta, né. 
Mostrar indiferença, desapego, independência. 
Tentamos interpretar e mirabolar sobre os comportamentos mais evidentes. É fácil facilitar. Deixar do jeito que queríamos que fosse. Manobrar e fazer com que seja nosso. Se apossar da maneira mais coletiva de todas... Dividir o indivisível e fechar os olhos enquanto abre os braços... Segurar os pensamentos pro coração parar de implorar. 
É difícil tentar. E é difícil tentar entender, se comparar, se assimilar. 
Mas quando a gente quer, a gente inventa, finge. Muda. 










Eu quero.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

pai


É tão fácil falar que dia dos pais é uma bobagem, porque dia dos pais é todo dia. E é mesmo. Mas ah, um dia só pra eles, faz com que ocupem seu espaço na correria e não nos deixem esquecer de demonstrar aquilo que nada mais é do que nosso sentimento de todos os dias. E hoje é o dia de nos derretermos de orgulho, extrapolarmos nas homenagens e encharcarmos de beijos aquele que faz diferença todos os dias.
Porque pai é pai, tem as palavras certas nos momentos mais errados. Sabe a hora de fazer chorar e a hora de acalmar os soluços. Se esquece de dormir pra servir de motorista e acorda cedo pra assistir ao jogo do melhor do time. Todo pai tem um craque e uma primeira bailarina em casa...” Os mais lindos do mundo”.
Aquelas fotos na carteira que a gente morre de vergonha e ele exibe cheio de orgulho. As velhas histórias dos dentinhos de leite e dos contos pra dormir... E aquele abraço apertado¿ O tapinha nas costas, o peito estufado... A cara de mau, o olhar de reprovação... Aquele balanço na cabeça de como quem diz que está tentando nos avisar e que se pudesse, não nos deixaria cair. Também tem as longas conversas de quem já passou por tantas fases e tenta amortecer nossos tombos...
É o pai que ri das piadas sem graça e ainda conta uma pior! Que sussurra no nosso ouvido e diz que somos os mais lindos do salão, e ‘ai de quem chegar perto’. Aquele que corrige nossas gafes com discrição e pode falar no cantinho sobre como também conseguimos ser insuportáveis às vezes.
Pra eles, seremos sempre os filhinhos do papai... E pra nós, sempre maiores do que qualquer super-herói.
Nesse dia dos pais desejamos os sentimentos mais sinceros, os abraços mais apertados e os sorrisos mais verdadeiros. Que vocês, pais, saibam da tamanha importância em nossas vidas, do lugarzinho reservado de vocês em nossos corações. E também nosso eterno e contínuo agradecimento por serem os melhores do mundo; pois nunca deixarão de ser o nosso grande exemplo, a grande referência e o grande orgulho.

...é você que guarda os meus segredos e retém todos os meus sentimentos. Você me absorveu.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Primeiro de Agosto


Foi bom virar as costas para as responsabilidades, ignorar os horários, esconder os uniformes, fechar os livros e desaprender a escrever. Fez parte dormir demais, sonhar demais, esquecer demais e pedir pra não lembrar. Foi uma saudade boa daqueles de todo dia, uma dorzinha na lembrança e ao mesmo tempo ansiedade pra fazer o tempo correr. Não cumprir os combinados, se sentir dentro de um SPA e deixar os pijamas sendo roupa do dia-a-dia, teve seu valor. Relembrar como é bom ficar largado, ultrapassar o meio-dia e ver o sol nascer... Matar velhas saudades e despedir mais uma vez. Ah, foi bom. Vai continuar sendo.
É hora de dar adeus às madrugadas, aos dias desregrados, a dieta esquecida e a mochila no armário. Guardar as roupas novas e renovar tênis e canetas. Hora de lembrar como é que se continua de verdade, como é que fui gente até agora e todos os porquês que se responderam durante o atoa. Compensar as horas de sono e acordar a disciplina. Esquecer do cabelo e das unhas (?), e lembrar o que é rotina.

É hora de surpreender. Boa noite, madrugada.

segunda-feira, 30 de julho de 2012


“As vezes me perco no meio desse caos que eu sou. É emoção pra todo lado, entende? Não, não queria ser eu. De vez em quando arde.”

Deixa Estar

Ligue para mim
Diga que me ama
Que eu não vou mais implorar
Se quer saber, deixa estar
Digo que não ligo, mas não vivo sem você
Eu falo, não me calo, tiro sarro
Só pra ver se eu consigo despertar o seu amor
Deixa estar
Eu sei, que na verdade eu não consigo entender o nosso amor
Que o teu silêncio fala alto no meu peito
E que nós dois, estamos juntos na distância
Discrepância do destino!
Ziguezagueando zonzo de te procurar
Eu tranco no meu pranto canto alto de euforia
Que eu queria te cantar
Guardo pra mim
Deixa estar

Los Hermanos

domingo, 29 de julho de 2012

...

"As vezes a saudade é tão grande que nem é mais um sentimento. A gente é saudade. É viver para encontrar o olhar da pessoa em cada improvável esquina, confundir cabelos, bocas e perfumes, sorrir com os lábios tendo o coração sufocado. Porque mesmo a saudade sendo feita pra doer, as vezes percebemos que ela é o meio mais eficaz de enxergar o quanto amamos alguém, no passado ou no presente."



goles e goladas


"Não consigo molhar os pés apenas
eu mergulho e só paro quando me afogo
eu me queimo e só paro quando derreto
eu me jogo e só paro quando me param." (Martha Medeiros)


Quantos copos?

É fácil saber quando o copo está terminando de encher só de ouvir o barulho da água. Dá pra saber direitinho quando vai transbordar. É um barulho acelerado, tem pressa. É o alarme que falta, a medida certa que deveria vir incorporada a todos os corações. Um aviso. Um estalo. Um grito.
É isso, falta uma colher de açúcar avisando que a última gota está prestes a fazer todo o resto transbordar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Olha Só, Moreno


Olha só,
Moreno do cabelo enroladinho,
Vê se olha com carinho pro nosso amor,
Eu sei que é complicado amar tão devagarinho
E eu também tenho tanto medo,
Eu sei que o tempo anda difícil e a vida tropeçando,
Mas se a gente vai juntinho, vai bem.
Eu não sei se você sabe, mas eu ando aqui tentando
E a gente tem o eterno amor de além.
E eu me pergunto o que é que eu sou.
Vai ver eu não sou mesmo nada
E eu me pergunto o que é que eu fiz.
Vai ver eu não fiz mesmo nada,
Eu penso tanto em desistir,
Mas afinal, não ganhei nada.
Mallu Magalhães

http://www.youtube.com/watch?v=9g8MpNm8SEk

domingo, 15 de julho de 2012


”Como eu disse: desaparecimentos acontecem. Dores dissipam. Sangramentos param de escorrer e pessoas…pessoas somem. Tem mais coisas que eu gostaria de dizer, tanta coisa, mas…. eu desapareci.” (Grey's Anatomy)

domingo, 24 de junho de 2012

"Não solta da minha mão..."


Eu e Deus? Estávamos meio que de mal um com o outro. Enquanto eu me perguntava sobre todas as razões do mundo, ele devia estar tentando entender o por que da histeria.
A gente esquece que a gente pode esquecer que Deus nunca se esquece. 
Nossas perguntas estúpidas, considerações incabíveis ou atitudes desnecessárias nos obrigam a querer esquecer de Deus... Fica mais fácil surtar ignorando essa presença...

Outro dia me disseram que a nossa vida não é nossa... Que a gente a administra temporariamente pra depois mostrar o resultado final pro seu verdadeiro dono, e é por isso que devemos vivê-la de maneira saudável e feliz, pra que no somatório final os prós contem mais do que os contras. Mas será? É de se concordar que no grande fim o saldo positivo vença, mas quanto ao domínio da nossa vida... Não faz mais sentido pensar que somos administradores e temos um ótimo auxiliador e que no final das contas vamos analisar como progredimos juntos? Eu sou sim, dona da minha vida. Mas sou também do tipo que não dá conta sozinha... Do tipo que precisa de opiniões e algumas mãos pra se apoiar. Mas também do tipo que encontra uma mão dentro de si, mesmo que pra isso tenha sido necessário usar outro par de mãos. 
É... O que vai prevalecer no fim das contas é não ter feito tudo sozinho... E ter feito as pazes com quem merece, e bom, reconhecer quando esqueceu propositalmente daquela mãozinha interior e não soube se virar. Acontece. Acontece também de fortalecer isso e desvendar meios maiores pra usufruir de todos os apoios e todas as possibilidades.
Hora ou outra, são as nossas mãos que apoiam as demais, né? E elas devem de estar entrelaçadas com aquela outra, um pouquinho maior.

sábado, 23 de junho de 2012

"É pela memória que homens adquirem experiência, porque as inúmeras lembranças da mesma coisa produzem finalmente o efeito de uma experiência única." (Aristóteles)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

"Cada dia a mais é um a menos"


A gente finge o tempo todo. Finge que nada aconteceu, que tudo está sereno e que problemas inexistem. Ou fingimos que a dor está mais forte, que a fome é maior que o mundo ou que o sono não pode esperar. A gente finge fingir. A gente tenta não fingir. A gente se engana e acha que vai conseguir fingir pra todo mundo e deixar passar despercebido. A gente esquece que o nosso olhar e as nossas expressões falam por nós quando perdemos um pouquinho o controle. A gente nunca    se lembra que talvez, não sejamos fortes o bastante pra fingir. Ou que então, seria mais fácil se simplesmente nos deixássemos sentir e falar e expressar e se fazer entender, do jeito que é.
Gastar o tempo pensando em estratégias pra não se fazer perceber nos impede de ter a sutileza de olhar pro lado e desvendar o fingimento do outro.
É difícil ser sincero o tempo todo. Mas pode ser mais difícil ainda conseguir guardar pra si o que está lá no fundo e você precisa colocar pra fora. As vezes isso até parece um falso fingimento, que quer forçar alguma coisa, quando na verdade seria só um desabafo... Um momento pra acreditar que os fingimentos não tem tamanho porque os problemas podem ser minimizados, e enganar requer tempo, dedicação e egoísmo. 
Talvez fingir seja só mais um verbo usado pra tentar tapar o sol com a peneira ou colocar panos quentes... Cada um lida do jeito que consegue. O que a gente pede é coragem. E disposição.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

dia vinte


Sabe aquelas ironias da vida, que dão um nó na gente e acabam chegando a um fim que hora ou outra chegaria? Alguns chamam de destino, outros coincidência ou até sorte... Mas no final das contas é mesmo uma felicidade! Um motivo a mais pra sorrir, uma razão a menos pra entristecer, um porque a mais pra agradecer e um refúgio sem tamanho. 
Parando pra pensar a gente acaba se perguntando como conseguiu viver sem ou como não aconteceu antes. Mas ah! As coisas são porque são mesmo, ou porque deveriam ser e questionar só piora.
Essa poderia ser uma bela introdução pra uma história de amor já cheia de rugas. Mas é um tanto quanto maior... É a história de uma amizade um pouco mais do que recém-nascida e cheia de caso pra contar.



Nascer na mesma cidade não foi suficiente pra nos tornar melhores amigos... Serviu apenas pra nos cruzarmos vez ou outra pelo Calçadão ou entre a Independência e a Rio Branco...vai saber. O mais incrível foi termos nos conhecido através dos melhores amigos do mundo, e dentro de uma Companhia sensacional. De repente os meus melhores amigos eram seus, e nós, um do outro. 
A gente conta nos dedos quantas vezes nos vimos. E sabemos cada detalhe... Até porque, isso é só um detalhe pro tamanho do que a gente construiu... Pro tamanho de uma parceria mais do que promissora, e pilar pra nós dois. 15 anos nos separaram, e durante eles a gente foi virando gente, e gente inaciana... E hoje a gente é gente juntos... E a gente se melhora, e a gente se convence, se completa, se entende. 
A gente sabe que eu não vou voltar pra Juiz de Fora, e faço campanha pra você mudar pro Rio! Mas essa distância, esse mero detalhe, nunca se passou de uma observação na nossa amizade, que cresceu galopantemente apesar de tudo e mais um pouco em mais ou menos um ano. 
Se passa por admiração, carinho e confidência. Coragem pra contar e pra perguntar, medo de ouvir o que não quer por saber que a sinceridade prevalece... Mas mesmo o conselho sendo bom ou ruim, a bronca sendo pequena ou grande, a saudade sendo enorme ou gigante... Saber que um tá ali pro outro, já é um aconchego, dos grandes.
O que estou tentando explicar é como essa amizade foi motivadora, fiel, essencial e transformadora. Não dá nem pra falar que existe o medo de perdê-la porque a certeza de que vai prevalecer é bem maior. 
Sem contar esse amor de amigo/irmão, que cresceu dentro e fora da Província, fazendo com que a gente fosse cada dia mais importante um pro outro... 
Pode isso tudo ser apenas sorte, coincidência ou destino? É mais...porque é maior.
Então, o mínimo que eu tenho a desejar pra alguém que entrou de forma tão cativante e encharcada na minha vida, tomando posições de grande referência no ranking e sendo ainda por cima uma pessoa maravilhosa, é tudo de maior que o mundo pode oferecer, é tudo de mais bonito que esse mundo, que fica pequeno perto desse coração, pode dar... E isso era tudo que eu queria te falar: que você merece.
Ficarei aqui, tirando onda de carioca, e torcendo pra que por mais que eu não esteja por perto, que tenha sempre um sorriso no seu rosto e uma felicidade tremenda. Porque é isso que eu faço e sinto quando penso em você, na nossa amizade, e na sorte, coincidência ou sei lá o que que eu tive por poder te conhecer. Obrigada por entrar na minha vida. Amo você, feliz aniversário, Rubinho!

terça-feira, 12 de junho de 2012

pseudo tripla comemoração


"Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que? (...)
Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranquila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de uma dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. (...)
Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responde às minhas próprias perguntas. Eu tenho que ser serena para me aplacar minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto. (...)
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo. (...)
Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? (...)
Não era amor, era melhor." (Martha Medeiros)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Perceba!


A arte de ser todas em um dia só
Se permitir estressar, se perdoar por manter o atoa, alimentar o sedentarismo e fazer do chocolate uma necessidade. Se deixar irritar, distribuir sapos e começar a chorar logo em seguida. Entender o porque de sair abraçando e sentindo saudade de todo mundo. Descobrir o porque de tanta dor na cabeça e nas pernas.
É um auto diagnóstico irreversível. E quem tentar contrariar...bom.
Entendam, e aproveitem as outras 2 ou 3 semanas do mês em que a bandeira branca costuma estar de pé.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"...eu mudei, e tudo continuou igual, mas igual de um jeito que nunca foi transparente pra mim, então é porque era diferente." (Juliana Henriques)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

"Ahh, tanto faz!"

Foi assim que começou. Mas não é assim que vai terminar. Já nem é mais. Talvez nunca tenha sido. Mas eu pensei que fosse. Então vai continuar sendo. Não é porque não era que não poderia ser. Mas por isso vai deixar de ser. Porque o que não era ainda pode ser. Mas eu não quero que seja. Então nunca deveria ter sido. Só que na verdade nunca foi. Ou então não era pra ser. E se foi, foi só pra mim. Se não foi, foi pra mim. Se vai ser, pra mim não mais. Porque o que pra mim era nunca vai ser. E eu não quero que seja. Porque "o que não foi não é", mas eu não vou voltar. E "eu quem será?".

Pitadas de "O Velho e o Moço" http://www.youtube.com/watch?v=B-nElBVAoPg

domingo, 13 de maio de 2012

"É bom ter um pouquinho de imperfeição, pra fazer sentido."
                                                                               (Juliana Henriques)

mãemamãemamãezinhamamismothermãe


















"Mãe não tem limite,
É tempo sem hora,
Luz que não apaga

Mãe, na sua graça,
É eternidade." (Drummond)


"Ela te carregou por nove meses, trocou suas fraldas, deu banho, comida, educação e bons modos. Ensinou a enfrentar seus medos e a ter coragem. Te colocou no mundo, conhece você de uma maneira singular... Ela foi o começo de tudo, quem te fez ser alguém.
A cada dia, em cada detalhe, é capaz de demonstrar todo seu amor, paciência, compreensão e carinho de um jeito único. Por mais que não sejam tão valorizados, são esses pequenos gestos que fazem delas, mães, as melhores e mais lindas do mundo.
Exerce qualquer função necessária. Não mede esforços. É única e insubstituível.
Surpreende, admira, diverte, acha lindo...chama atenção, não precisa falar duas vezes...puxa orelha, dá colo, carinho, cuidado...abre mão, se sacrifica, se emociona, se orgulha, se importa, AMA.
Cada uma com o seu jeitinho, temperamento, manias, implicâncias, experiências e impaciências, tornando-as mais e mais especiais.
Gostaríamos de agradecer por todo esforço e dedicação em todos os anos de nossas vidas, pela confiança e apoio, carinho e amor inabaláveis. Pela paciência e atenção. Por fazerem o seu papel da melhor maneira possível. Esperamos estar correspondendo as expectativas e realizando sonhos. Queremos exibir o que de melhor vocês têm e passaram para nós. Saibam que serão nossos eternos espelhos e exemplos, até porque, “mãe, só tem uma.”
Feliz dia das mães, amamos vocês." (Juliana Henriques)

É a homenagem do ano passado, mas tá valendo.

domingo, 6 de maio de 2012

"A nossa perfeição é a gente que inventa, que mede, que vive." 
(Juliana Henriques)

Reverência ao destino

"Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata" (Carlos Drummond de Andrade)
"Um prédio não cresce sem as primeiras pilastras... E quando entorta um pouquinho, precisa começar de novo." 
(Juliana Henriques)

Querido Diário...


"Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar." (Martha Medeiros)


"Eu to aqui, mas não muito disposta a ficar me justificando ou tentando me explicar, porque por mais explicações e razões que eu tenha ou tenha tido, você e outras pessoas nunca vão entender e eu sei que nada justifica o que aconteceu. Não me pergunte onde eu estava com a cabeça ou se eu não pensei nas consequências, são perguntas difíceis demais pra mim. Pode ter certeza que, se eu pudesse voltar e mudar tudo, eu voltaria, mudaria. Infelizmente isso não pode acontecer, e eu perdi uma chance pra sempre. Algumas coisas precisam acontecer pra que a gente aprenda milhões de outras, e eu tenho certeza de que vou acabar tirando proveito disso tudo, no sentido de apanhar pra aprender. Nada vai ocupar agora o sentimento de arrependimento, culpa e até desprezo por mim mesma. Nunca vou me perdoar por ter causado isso tudo. Eu tenho plena consciência do quão inconsequente eu fui, ninguém está tão decepcionado comigo quanto eu. Nunca imaginei passar por isso, nunca imaginei fazer isso. Foi um momento de delírio e devaneio completo, interpretei tudo como um capítulo a parte da minha vida como um todo, e as coisas não são assim. Por mais história e contexto que eu tivesse pra fazer qualquer coisa, eu não tinha esse direito. Por mais compreensível por muitos que tenha sido, tá difícil até pra eu entender. A minha ficha demorou para cair. Acho que não vou esquecer disso nunca mais... O tempo que manda agora, ele vai passar, as coisas vão acabar se perdendo e se arranjando. Eu to me martirizando mais que nunca e vou tentar, não compensar, mas fazer com que esse assunto se torne menos doloroso de qualquer jeito. Tá doendo muito em mim também. Meu momento agora é de tentar me entender, tentar me encontrar e me recuperar, porque eu me perdi. Nada vai mudar o que aconteceu, mas como diz o meu pai "errar, todos erramos; a diferença está em como lidamos com o erro". Enfim, acho que é isso que eu posso falar... Tá sendo tudo muito difícil por aqui, viu. Não me conformo em como deixei que as coisas chegassem a esse ponto. Mas agora não posso mudar nada, só erguer minha cabeça e olhar pra frente, tentando ser maior que isso e superando. Acho que nunca estive tão mal." (02/08/2011).

sábado, 5 de maio de 2012

"I'm playing the game, the one that will take me to my end"


"A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade." (Mario Quintana)


De uma hora pra outra a mesa vira, o jogo muda. O bom humor perdeu a vez.
É quando a preguiça consegue esconder a sua boa vontade e a TPM prevalece te contando histórias sobre desequilíbrio. Porque bom senso, sorriso no rosto e piscadinha são mais difíceis de dar pra quem a gente ama do que para o porteiro, recepcionista, vizinho ou balconista, que nada tem a ver com sua vida. Os amores dos nossos caminhos são compreensivos e acabam relevando. 
Mas é egoísta. É sujo se pendurar em uma boa vontade de quem só te faz bem e reconhece seus momentos de fraqueza. 
Se sentir fraco é quase sinônimo de incapacidade. Quando se soma ao orgulho vira arrogância, mas a cabeça dura não entende. 
Coração mais parece pedra, e quando acorda dana a chorar. Mas aí o estrago já foi feito e a gente volta para a primeira rodada, deixando tudo mais difícil. 
Mas quando o maior desafio é se proteger de si mesmo, todo jogo tem um macete. E a solidão pode ser sua melhor estratégia. 

Passou...


"Nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma." (Antoine Lavoisier)

Pois é.
Existe um sentimento chamado consideração. Existe um fator chamado tempo. E existe um contexto chamado história.
O fator interno que delimita cada uma dessas fronteiras é imprevisível. Mas sim, existem limites.
Amizades não deveriam se tornar obrigatoriedades e sentimentos não deveriam ser cobrados. As coisas acontecem. Tudo muda. Os fluxos vêm e vão.
Tem o tempo da maré alta sim, mas uma hora ela vai abaixar. Mesmo parecendo que tudo é claridade, mesmo tendo os pactos selados e os combinados feitos.
O encanto pode se desfazer com um simples comentário, ou com um simples fato. Tão difícil lidar... Tão fácil acusar. Tão confortável...tão confortável.



segunda-feira, 30 de abril de 2012

"Porque tem dias em que a gente se faz por vencido só de esvaziar a consciência e deixar o coração falar mais alto."
(Juliana Henriques)

Divã


"Se era amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que? 
Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade. Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranqüila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de uma dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. Parece o final de um amor, mas não era amor. Era algo recém-nascido em mim, ainda não batizado. E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde num dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro. Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga. Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responde às minhas próprias perguntas. Eu tenho que ser serena para me aplacar minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto. 
Se não era amor, Lopes, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo. Eu bati a 200Km/h e estou voltando a pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, Lopes, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? 
Eu nunca amei aquele cara, Lopes. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor."

Martha Medeiros

terça-feira, 27 de março de 2012

-21° 45' 51'' ; 43° 21' 01''


"Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções." (Martha Medeiros)












Faz parte de um vazio que conta muitas histórias.
Aquele sentimento invasivo que ao mesmo tempo que preenche de sensações, aponta para todas as insignificâncias. Porque o espaço ocupado foi grande. E o que teve lá dentro também foi. Mas o que sobra são resquícios de saudade e multidão de mágoas.
A infinidade de horas vividas, os incontáveis momentos e os tantos abraços.
As horas marcadas, os encontros combinados, os desencontros, as coincidências, correrias. Os pontos de ônibus, as escolas de dança, o colégio, o curso de inglês e a lanchonete. Pura rotina. As consultas no dentista, as escapadas do horário, a casa das amigas e o ensaio no domingo. Mais rotina.
Um certo desespero na hora de definir. Um boa dose de tristeza ao ver as más lembranças ocupando o lugar das ótimas. A pena que dá por saber que o que um dia foi lugar primeiro, jamais voltará a ser. E o orgulho de ver que ao olhar pra trás, encontrou-se a felicidade.


"Dentro de cada um existe um álbum de fotos e um conto de fadas." (Juliana Henriques)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Era julho



"De repente, não mais que de repente."



Era férias, e era noite. Apesar de estar chovendo, o voo saiu na hora, com destino à Recife.
Enquanto dormiam do meu lado, eu só fazia pensar e refletir. Me envolvia um sentimento de certeza, e era isso que eu tentava externar. Lembrar, e me certificar de que estávamos certos, em tudo, o tempo todo. Era fácil me convencer e me provar que vivíamos por cima das nuvens. O nosso mundo tinha cor de rosa branca.
Durante aquelas poucas horas de viagem, foi dedicação total. As palavras vinham, as ideias brotavam.
E você merecia cada detalhe.
Mas eu juro sim, juro que foi verdadeiro... Garanto que veio de dentro... E confirmo até hoje. Ficou tudo muito bonito, bem feito, bem rabiscado.
Existia imensidão naquelas palavras. Imensidão essa, que naquela outra viagem, se perdeu.
E o dissolver do imediato se inverteu com o reconstruir do antepassado. Parecia filme...
O fora de época tomou conta e serviu pra estragar tudo. Serviu pra arruinar, e revestir.  Más lembranças.

O que aconteceu lá, do meu lado de dentro, em cada pulsação, em cada respiração e cada pensamento, nunca vai ser explicado. Quem sabe um dia, perdoado. Mas jamais esquecido.
Porque existiu um dia, no avião.

domingo, 25 de março de 2012

...

"Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo."
                                                      Martha Medeiros

Sétimo


Brutos, fajutos, roubados
Quentes, frios, molhados
Ontem, anteontem
Hoje, mais tarde
Amanhã.


Primeiro, segundo,
Penúltimo.
De novo, outrora
Depois...será?


Contato, suor, timidez
Medo, vontade, calor
Marcado, estagnado,
Surpreso.


Por dentro,
Fervendo, queimando
Demora a sumir...
Quem sabe um dia.


Das lembranças de ontem
Do tremor e dissabor,
Melodia.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Inóspito


O grande mistério. Pequenos pedaços. Minuciosos fragmentos de passos da vida. Nada se passa do gênesis. 
Tudo parece grande. E tão profundo... A intensidade é tanta que dar conta acaba virando missão de vencedor. Lutar contra os próprios pesadelos, e viver independente dos monstros que resolveram invadir as madrugadas... é de assustar.

Não quero mais dormir. Porque não quero mais sonhar.
Funciona como uma anestesia de duas faces.
O sub e o inconsciente brincam de pique-e-pega durante meu sono. As gavetinhas de lembranças, imagens, ilusões, desejos e medos se movimentam sem o menor receio de serem desmascaradas. É a hora em que tudo parece ser claro, mas em meio ao ambiente escuro e indefinido. Como se lá, todas as dúvidas se permitissem responder.
É o momento da ilusão virar realidade. Como se o irracional tomasse o lugar de toda a sensatez, e a insanidade ocupasse toda e qualquer brechinha de insegurança. Ali não existe meio-termo, e o impossível se revela como nada mais nada menos do que real.
Fechar os olhos pra descansar pode ser uma longa viagem pelo túnel da vida, que ainda se permite enxergar luz ao olhar pra trás. Uma grande e irônica inversão de papéis. 
Nada como ser surpreendido pelo próprio universo particular.