quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Estádios nas ruas


O “país do futebol” está em alta. Prestes a sediar os dois maiores eventos esportivos do mundo, o Brasil está diante dos olhares internacionais. Em meio a conflitos internos e estereótipos externos, o país tem a oportunidade de se mostrar tão espetacular em outros esportes quanto no futebol e também muito participativo politicamente quanto em campo.

A onda de protestos e manifestações chamou a atenção do povo brasileiro para a importância demasiada do país para com a Copa e as Olimpíadas e forçou o cumprimento, já antes indispensável, da realização destes sem prejudicar as necessidades básicas do Brasil. Também despertou o sentimento de prioridade dos direitos do povo sobre os eventos internacionais.

Com a nova perspectiva da população, o legado dos jogos começa a ser deixado, destacando os valores éticos e de cidadania que estes trazem. Um diferencial que refletiria no novo perfil de cidadão brasileiro seria o aumento da visibilidade para os Jogos Paraolímpicos. Seu destaque valorizaria áreas que precisam de investimento e que fazem parte da luta nas ruas, além de inferir maior importância para outros esportes.

É evidente que há uma grande expectativa para o retorno que os investimentos terão. Há uma dívida e desconfiança tanto nacional quanto internacional sobre esta volta, mas que com as pressões internas e necessidade de boa impressão externa, vai ser correspondida.

O equilíbrio necessário para que o país cresça e obtenha sucesso nos eventos está se desenvolvendo. E a contribuição virá de forma ambígua, amadurecendo gerações e desmascarando corrupções políticas, chegando então ao sucesso e congratulação brasileira.


                                                                                                               Juliana Henriques

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