terça-feira, 27 de agosto de 2013

"A menina cresceu, só um pouquinho e por fora, virou moça, moça bonita e saudável, deu para os estudos, arranjou milhões de namorados, alguns inocentes como ela, outros nem tanto, mas emoção mesmo ela só tinha quando subia dentro dela a ansiedade que a fazia ter febre, querendo que as coisas acontecessem logo e já.

Ela agora está diante de um homem. Não teve ansiedade nem pressa para conhecê-lo. Em seus projetos de vida (tantos e tão complicados, tão contraditórios) nunca entrara um homem como aquele, não tinha nada a ver com ela, era de outro tempo, de um outro chão, só não era um fantasma porque tinha um cheiro que nunca sentira. Cheiro de quê? Ela não sabia." (A MOÇA E A FEBRE, Carlos Heitor Cony)





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