domingo, 11 de agosto de 2013

Onze do oito de dois mil e treze

Esse ano foi diferente. Me peguei lacrimejando e escrevendo pra você. Não sei... Talvez porque esse ano eu, legalmente, estou saindo de debaixo das suas asas e começando a querer voar sozinha. Ou porque eu sei que esse dia tá tão longe e ao mesmo tempo tão agora... Porque me desprender da sua proteção não vai ser uma realidade nunca. Você já me ensinou a voar, e agora vai ensinar a dirigir. Ou talvez porque eu esteja admirada demais por te ver tão firme na posição de filho e me ensinando na prática a ser como um Valente Henriques. Ou então, quem sabe, porque você foi de uma ponta a outra de Botafogo pra matar minha vontade gulosa de “mimadinha”. E matou, tá?
É porque eu não me vejo fisicamente retribuindo ou demonstrando o tamanhão do amor que sinto por você... Porque eu tentei, juro que tentei ficar com raiva aquele dia, mas não deu. O seu temido olhar azul não me engana nem quando você fala muito grosso e alto e fixamente e convicto...e cheio de dor no coração. É que pai, “crescer dói”, e você ainda vai crescer muito (mesmo 176,5cm sendo muita coisa!). Nenhum pai vai ser mais pai e menos pai do que o meu pai. Você é pai de um jeito que eu nunca vi. Até sendo filho você é pai, até sendo marido, sendo professor, sendo O cara em tecnologia, você é pai. Seus computadores me entendem. Mas as filas de banco também entendem, os caixas de supermercado, as contas erradas dos restaurantes, os taxistas, os motoristas, os sinais de trânsito, a buzina (ou a falta dela), os pedestres, os porteiros e até os padres. Falando assim até me bate aquele sentimento de que “só eu posso varrer o chão com o cabelo”... Mas todo mundo pode aprender a andar de bicicleta com você. Porque eu nunca quis tanto provar pra mim mesma que eu sou capaz, e que se eu não sofrer é porque não vai chegar no final. E que com você do meu lado eu posso tudo. Porque eu vou continuar feliz e a gente vai lembrar de todo esse estresse, medo e falta de coragem que se convertem em crença quando você diz que quer o meu bem.

Quero te agradecer por você acreditar em mim e deixar seus machucados, carrapatos e bichos de pé nas minhas mãos. Pai, você é a melhor pessoa que tem, nunca vi coração tão grande. É um orgulho enorme ocupar cada pedacinho desse abraço. Você é demais. Espero ter conseguido explicar um pouco. Eu te amo. Muito, muito, muito. Feliz dia dos pais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário