sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Vermelho

Mas eu achei. Agora só lembro, depois guardo. Já tem até gaveta, cômoda, penteadeira e tudo. Se fixou, tentou dar uma de eterno. Mas é que não acaba mesmo. Pra quê, fim sem começo? É. Enquanto os meios se completam... Desde que não precise justificar e dê pra aproveitar todas as metades. Compensa. Só que eu tava achando. A gaveta quase caiu. Pra não fazer barulho, fechei. Mentira. Escancarei ainda mais e dormi. Depois do sonho, molhou. É melhor que transborde. Se afundar já era. Que nada... Depois respira de  novo, é só remendar direito. Mas a verdade é que fechei e emperrou. Então deixa pra lá, por enquanto tá enfeitando. Até brilha no escuro. Ei, fica. Mas eu to azul, e azul não combina. Vou ensaiar as cores, pra não desbotar. Senão desanda, azeda; e pra reciclar dá trabalho. Mas é o jeito, porque não acaba. Deixa em banho-maria, pra não borbulhar. Já que esfriar não esfria, só queima. Arde, fura, corrói e borda... São muitos retalhos. Depois absorve. Tá tudo bem. E eu aqui achando.

Nenhum comentário:

Postar um comentário